domingo, 12 de julho de 2009
REGIMES PRÓPRIOS: Com patrimônio de R$ 40 bilhões, setor é experiência de sucesso no sistema previdenciário
Os RPPS acumulam, atualmente, um patrimônio de aproximadamente R$ 40 bilhões. Registram 9,3 milhões de servidores vinculados, entre ativos, inativos e pensionistas. Ao se considerar os familiares dos associados, os RPPS fazem parte da vida de 20 milhões de brasileiros, ou seja, praticamente duas vezes a população de Portugal. Junto com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a previdência privada, os RPPS formam a estrutura do sistema previdenciário brasileiro.
Schwarzer apresentou uma “radiografia” do setor previdenciário na conferência e destacou que esse estoque de recursos de investimento dos RPPS é a “poupança” que vai garantir, no futuro, o pagamento de pensões e aposentadoria a servidores e seus familiares. Mas observou também que essa poupança representa também um estímulo a investimentos no país, pois os recursos precisam ser aplicados para garantir rentabilidade.
Ele explicou que há os regimes próprios da União, em todos os Estados e no Distrito Federal e em 1.911 municípios (dos quais 1.540 têm atualmente recursos aplicados no mercado). Os 3.679 demais municípios estão vinculados ao RGPS.
Praticamente todos os regimes próprios estaduais já estão adequados à legislação específica, com exceção de Alagoas, que já está promovendo as alterações necessárias, destacou o secretário. O principal ponto dessa adequação é a existência de uma só unidade gestora dos recursos e o estabelecimento de um regime único de previdência para todos os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).
Essa experiência mostrou-se positiva, principalmente nos ganhos em transparência e na qualificação da gestão de ativos, destacou Schwarzer. No ano passado, os RPPS estaduais e municipais obtiveram um resultado operacional positivo de R$ 3,7 bilhões, ou seja, houve mais receitas do que despesas.
Na estrutura de operação dos regimes próprios, a Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPS) do MPS é o órgão supervisor dos RPPS. O principal instrumento de controle é o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). Para a sua concessão, cada RPPS precisa comprovar o cumprimento de critérios como a preparação de demonstrativos financeiro, atuarial, previdenciário e contábil; participação de segurados no colegiado e as regras de concessão de cálculo de benefícios.
O mais recente avanço é a exigência de que os administradores de recursos dos regimes próprios apresentem certificação na gestão de recursos previdenciários, uma garantia de que o dinheiro acumulado estará sob os cuidados de pessoas qualificadas. Sem a certificação dos dirigentes, os regimes próprios podem ficar sem a renovação do CRP. Isso poderá bloquear os repasses de recursos voluntários da União para estados e municípios cujos RPPS não cumprirem a regra.
A exigência de certificação passou a ser cobrada desde o final do ano passado para o conjunto de 22 RPPS estaduais, os quais detinham 47% do total de recursos do setor, conforme posição do final do ano passado, ou seja, tinham quase R$ 18 bilhões. Desde 1º de julho deste ano, a qualificação tornou-se obrigatória para os RPPS municipais que têm, cada um, patrimônio superior a R$ 10 milhões.
Esse grupo de 267 regimes próprios municipais acumulava patrimônio de R$ 15,5 bilhões no final do ano passado, ou 41% de todo o sistema. Por fim, a certificação será cobrada dos demais RPPS municipais, ou seja, aqueles com patrimônio inferior a R$ 10 milhões, a partir de 31 de dezembro de 2009. Esse último grupo acumula o equivalente a 12% de todo o patrimônio dos regimes próprios.
Fonte: Previdência Social
REGIMES PRÓPRIOS: Com patrimônio de R$ 40 bilhões, setor é experiência de sucesso no sistema previdenciário
Os RPPS acumulam, atualmente, um patrimônio de aproximadamente R$ 40 bilhões. Registram 9,3 milhões de servidores vinculados, entre ativos, inativos e pensionistas. Ao se considerar os familiares dos associados, os RPPS fazem parte da vida de 20 milhões de brasileiros, ou seja, praticamente duas vezes a população de Portugal. Junto com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a previdência privada, os RPPS formam a estrutura do sistema previdenciário brasileiro.
Schwarzer apresentou uma “radiografia” do setor previdenciário na conferência e destacou que esse estoque de recursos de investimento dos RPPS é a “poupança” que vai garantir, no futuro, o pagamento de pensões e aposentadoria a servidores e seus familiares. Mas observou também que essa poupança representa também um estímulo a investimentos no país, pois os recursos precisam ser aplicados para garantir rentabilidade.
Ele explicou que há os regimes próprios da União, em todos os Estados e no Distrito Federal e em 1.911 municípios (dos quais 1.540 têm atualmente recursos aplicados no mercado). Os 3.679 demais municípios estão vinculados ao RGPS.
Praticamente todos os regimes próprios estaduais já estão adequados à legislação específica, com exceção de Alagoas, que já está promovendo as alterações necessárias, destacou o secretário. O principal ponto dessa adequação é a existência de uma só unidade gestora dos recursos e o estabelecimento de um regime único de previdência para todos os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).
Essa experiência mostrou-se positiva, principalmente nos ganhos em transparência e na qualificação da gestão de ativos, destacou Schwarzer. No ano passado, os RPPS estaduais e municipais obtiveram um resultado operacional positivo de R$ 3,7 bilhões, ou seja, houve mais receitas do que despesas.
Na estrutura de operação dos regimes próprios, a Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPS) do MPS é o órgão supervisor dos RPPS. O principal instrumento de controle é o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP). Para a sua concessão, cada RPPS precisa comprovar o cumprimento de critérios como a preparação de demonstrativos financeiro, atuarial, previdenciário e contábil; participação de segurados no colegiado e as regras de concessão de cálculo de benefícios.
O mais recente avanço é a exigência de que os administradores de recursos dos regimes próprios apresentem certificação na gestão de recursos previdenciários, uma garantia de que o dinheiro acumulado estará sob os cuidados de pessoas qualificadas. Sem a certificação dos dirigentes, os regimes próprios podem ficar sem a renovação do CRP. Isso poderá bloquear os repasses de recursos voluntários da União para estados e municípios cujos RPPS não cumprirem a regra.
A exigência de certificação passou a ser cobrada desde o final do ano passado para o conjunto de 22 RPPS estaduais, os quais detinham 47% do total de recursos do setor, conforme posição do final do ano passado, ou seja, tinham quase R$ 18 bilhões. Desde 1º de julho deste ano, a qualificação tornou-se obrigatória para os RPPS municipais que têm, cada um, patrimônio superior a R$ 10 milhões.
Esse grupo de 267 regimes próprios municipais acumulava patrimônio de R$ 15,5 bilhões no final do ano passado, ou 41% de todo o sistema. Por fim, a certificação será cobrada dos demais RPPS municipais, ou seja, aqueles com patrimônio inferior a R$ 10 milhões, a partir de 31 de dezembro de 2009. Esse último grupo acumula o equivalente a 12% de todo o patrimônio dos regimes próprios.
Fonte: Previdência Social
quinta-feira, 9 de julho de 2009
EMPREENDEDOR: Pimentel pede apoio de parlamentares para criação de salas do empreendedor
Pimentel sugeriu que os congressistas atuem, junto às assembléias legislativas, câmaras municipais e prefeituras, para que sejam criadas salas do empreendedor, facilitando o processo de formalização. “Não se paga um centavo pela formalização”, destacou o ministro. Pimentel lembrou que, além do Sebrae, as empresas de contabilidade que aderiram ao Simples Nacional prestam assessoria gratuita aos interessados em aderir ao Programa do Empreendedor Individual. A formalização será feita pelo Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br).
A figura jurídica do empreendedor individual foi criada na Lei Complementar 128/08. São considerados empreendedores individuais, homens e mulheres, com faturamento anual de até R$ 36 mil por ano, que atuam na prestação de serviço, no comércio e na indústria e têm até um funcionário. O Simples Nacional lista mais de 170 ocupações. Eletricistas, borracheiros, doceiros, artesãos, lavador de carro, jornaleiro estão entre elas.
O ministro disse que os números do Simples Nacional são um indício de que o empreendedor individual atingirá a meta de formalizar 1 milhão de brasileiros até final de 2010. Pimentel ressaltou que o Simples Federal teve 1,3 milhão de empresas em 11 anos e, desde 2007, quando entraram em vigor as alterações na legislação para estimular a adesão, o Simples Nacional já atingiu a 3, 2 milhões.
“O Brasil é um dos países em que o índice de empreendedorismo está entre os mais elevados do mundo”, comemorou Pimentel, destacando que 60% dos trabalhadores com carteira assinada estão em micro e pequenas empresas que produzem para o mercado nacional. “Por isso, não tivemos diminuição de arrecadação da Previdência Social durante a crise internacional”, explicou.
Inclusão Social - O presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, deputado Claudio Vignatti (PT-SC), disse que o Simples Nacional foi “a reforma tributária para mais de 80% das empresas” e a formalização de 11 milhões de brasileiros poderá ser “o grande programa de saída do Bolsa Família”. “Precisamos despertar esse gigante adormecido”, disse Vignatti.
O presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), Marcio Pochmann, disse que o empreendedor individual integra o novo projeto de desenvolvimento do Brasil e a inclusão dos trabalhadores só será efetiva se houver expansão econômica sustentada ao logo do tempo e rápida. “Se a economia não crescer a 4% ou 5%, o esforço regulatório não cobrirá o potencial aberto pelas inovações legislativas. Somente o crescimento poderá dar efetividade, por que parcela significativa dos empreendedores são vinculados à renda das famílias, das empresas, e não são geradores de renda”.
Fonte: Previdência Social
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Um assistente social
Assistente social é o profissional que tem em mente o bem-estar coletivo e a integração do indivíduo na sociedade. Sua atuação é muito ampla: o assistente social estará onde for necessário, orientando, planejando e promovendo uma vida mais saudável - em todos os sentidos.
Mesmo quando atende a um indivíduo, o assistente social está trabalhando com um grupo social, pois entende que esta pessoa está inserida em um contexto no qual não se pode dissociar o individual do coletivo.
Esta "mãozinha" do assistente social é fundamental. Utilizando uma metáfora popular, podemos dizer que este profissional não é aquele que doa um peixe, mas o que ensina a pescar. É preciso diferenciar assistência de assistencialismo.
Em uma comunidade, por exemplo, o assistente social pode atuar incentivando a tomada de consciência dos integrantes. Isto significa ajudá-los a perceber sua capacidade de expansão e crescimento, para que aprendam a satisfazer suas necessidades e utilizar melhor seus próprios recursos.
No setor público, que emprega a maioria desses profissionais - 80% da categoria -, ele desenvolve campanhas de saúde, educação e recreação. Em grandes empresas privadas, por sua vez, pode prestar assessoria na área de recursos humanos.
Em uma penitenciária, por exemplo, ou em abrigos de menores, o assistente social desenvolve um trabalho de reintegração social. A idéia é fazer com que esses indivíduos marginalizados sintam-se parte da sociedade, eliminando ou reduzindo o sentimento de exclusão.
O QUE SE APRENDE?
Para começar na carreira de assistente social, você deve ingressar no curso universitário de Serviço Social, que dura quatro anos. É bom saber, antes de mais nada, que a capacidade de analisar e compreender os problemas sociais é mais que bem-vinda: é necessária! Daí o currículo do curso incluir matérias como sociologia, psicologia social, teoria da comunicação, antropologia e gestão social. O curso lhe dará noções básicas e fundamentais para atuar na área.
Além de muita teoria, o aluno vai se deparar também com trabalhos de campo, que começam a ser feitos logo nos primeiros semestres do curso. Em campo, é possível trabalhar diretamente com comunidades carentes ou em hospitais. De início, você só vai observar o comportamento das pessoas: depois é que entrará em contato direto com elas.
O estágio é obrigatório.
O futuro assistente social sairá da faculdade com as condições necessárias para desenvolver planejamentos estratégicos em diversas entidades, principalmente aquelas com objetivos voltados para a ação social. E não esqueça: uma vez formado, é obrigatória a inscrição no Conselho Regional de Assistentes Sociais para exercer a profissão.
ONDE ATUA?
Como assistente social, você pode atuar em várias frentes
Em assistência infanto-juvenil - trabalhando em projetos de amparo, educação e integração social de jovens e crianças de comunidades carentes em entidades e fundações. Nos juizados, acompanha processos de adoção e de alteração da guarda de menores.
Em empresas públicas ou privadas - executar programas de saúde, lazer e segurança no trabalho para os funcionários.
Na área de saúde - participar das campanhas públicas de prevenção de doenças endêmicas e epidêmicas e de combate ao alcoolismo e às drogas, por exemplo. Assistir pacientes e seus familiares em hospitais, postos e centros de saúde.
Fonte: IBGE
Brinquedoteca ajuda a tratar crianças especiais
Uma ampla área arborizada, brinquedos por todos os lados, casinhas, jogos de amarelinha, mesas de jogo de damas e crianças correndo por todos os lados. Não se trata de uma praça em uma cidadezinha do interior de Minas, mas do Centro Psíquico da Adolescência e Infância (Cepai), da Rede Fhemig, que recebeu, na manhã de ontem, uma brinquedoteca hospitalar, inaugurada pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). A iniciativa tem como objetivo contribuir para a recuperação de crianças e adolescentes que precisam de atendimento psiquiátrico.
Segundo o diretor do Cepai, Augusto Nunes, o centro, localizado no bairro Santa Efigênia, na capital, recebe cerca de 4.000 crianças e adolescentes por mês e tem como objetivo humanizar o atendimento. "A nossa intenção foi criar um espaço acolhedor, confortável tanto para o paciente quanto para a família", explica Nunes.
Assim que a brinquedoteca foi aberta, as crianças correram para conhecer o novo espaço e lotaram a sala equipada com som, TV, DVD, computador, brinquedos pedagógicos e obras infantis, como livros, CDs e DVDs educativos. Mesmo com toda a tecnologia à disposição, a paciente Fernanda Gomes, 16, preferiu usar a imaginação e pintar um quadro. "Estou gostando muito desse lugar. Aqui aprendi a pintar, e quero ser uma estilista quando crescer", disse a jovem, empolgada.
Para a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andréa Neves da Cunha, a brinquedoteca tem como objetivo contribuir para a recuperação de crianças e adolescentes que se encontram em tratamento de saúde mental. "É muito mais do que um espaço para as crianças brincarem, para se distrair. Trata-se de um espaço de cura e de tratamento, e isso me deixa emocionada. A partir de hoje, os profissionais que aqui trabalham têm um instrumento diferenciado para cuidar desses pacientes especiais", afirmou.
Quem também aprovou a mudança foi Maria Soares de Azevedo,47, mãe de uma adolescente que frequenta a unidade há cinco anos. "Antes, o ambiente era frio e esquisito. Hoje está tudo colorido. Não tem cara de hospital. Agora vou ficar tranquila, pois sei que ela vai gostar de vir", disse. (Thiago Lemos)
Frase
"Na brinquedoteca, o tratamento ocorre pelo viés lúdico e oferece um ambiente próprio para o desenvolvimento da criatividade"
Fonte: Jornal o Tempo
Quem tem direito e como requerer o salário-maternidade
A trabalhadora com carteira assinada tem o benefício pago diretamente pela empresa, enquanto as contribuintes facultativas e individuais, as empregadas domésticas, a segurada especial e a desempregada - que ainda se encontra sob a condição de segurada - têm o benefício pago pelo próprio Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Valor integral – O valor médio pago pelo INSS (em maio) foi de R$ 512,26. No entanto, a trabalhadora deve ficar atenta, pois o valor varia de acordo com a categoria para a qual contribui. O salário-maternidade que a trabalhadora empregada ou avulsa recebe deve ser igual ao seu salário mensal, até o teto correspondente ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal.
Desemprego -Quando perde o emprego, a segurada do INSS fica protegida por um período que pode durar de 12 a 36 meses, o chamado “período de graça”. Se o parto acontece durante esse período, a segurada também tem direito ao salário maternidade.
No entanto, nesse caso, tanto para a segurada desempregada quanto para a contribuinte individual e a facultativa, o salário-maternidade pago será a média aritmética dos últimos 12 salários de contribuição (também dentro dos limites previdenciários), apurados em um período de no máximo 15 meses.
Quando o salário-maternidade é concedido à segurada desempregada sem justa causa, ele é pago diretamente pelo INSS. Porém, nesse caso, não é possível recebê-lo simultaneamente com o seguro-desemprego.
Como requerer – A trabalhadora empregada não sofrerá descontinuidade do salário, por isso não precisa requerer o benefício, que será pago pela empresa diretamente na conta da funcionária. O empregador informa essa condição à Receita Federal do Brasil, responsável pelo recolhimento, e desconta esse valor das contribuições recolhidas para a Previdência Social sobre a folha de salários.
Adoção – A mulher que adota uma criança também tem direito ao salário-maternidade, seja ela empregada, trabalhadora avulsa, segurada especial, contribuinte individual, facultativa ou empregada doméstica. O período de afastamento dependerá da idade da criança e varia de 30 a 120 dias. Esse direito é garantido mesmo que a mãe biológica já tenha recebido salário maternidade.
Em todos os casos de adoção, o benefício será pago pelo INSS. O requerimento pode ser feito pela página da Previdência Social (clique aqui ) ou pela Central 135.
Fonte: Previdência Social